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Dores musculares crónicas

Dores musculares crónicas

Dores musculares crónicas

Não há nada mais terrível do que a contínua sensação de dor. O sentir permanente do nosso corpo a padecer, a dar sinal de si, latejando incessantemente.

É a chamada dor crónica que, em termos médicos, se define como a dor que se estende para lá da duração de tempo expectável para um determinado tipo de lesão ou de doença.

Muitas vezes, estas dores musculares crónicas manifestam-se sem que se perceba porquê, não havendo uma razão evidente e concreta para tal. É o que acontece com regularidade na Terceira Idade, onde as pessoas se queixam, habitualmente e de forma continuada, de dores um pouco por todo o lado. São ossos da velhice!

Mas a dor crónica é um problema que pode afligir pessoas de todas as idades, estando associada a vários tipos de maleitas, designadamente a fibromialgia.

Fibromialgia e a dor crónica

A fibromialgia é ainda uma doença estranha, em termos científicos, na medida em que não se conhecem as causas que motivam o seu aparecimento. Mas, em termos de sintomas, o seu quadro é muito claro: dores constantes e generalizadas. Não é à toa que se fala da fibromialgia como a Síndrome da dor crónica.

As pessoas que sofrem com esta doença tendem a sentir-se quotidianamente cansadas, pois vivem em constante dor – as dores musculares passam de um ponto do corpo para o outro e nunca param. As cefaleias e enxaquecas são habituais, bem como as dores musculares em diversos locais.

Fruto deste cenário bastante negativo e perturbador, os pacientes com fibromialgia tendem a viver em contínua depressão, apresentando muitos outros sintomas de mal-estar, tais como tensão constante, problemas de insónias, infecções intestinais e urinárias. A lista de problemas poderia continuar quase infindavelmente, pois a sensação persistente de dor acaba por debilitar o corpo e a alma, com consequências perniciosas evidentes.

Crónicas, mas não intratáveis

E se é seguro que as dores crónicas, como o nome indica, não se podem curar, é possível amenizar o desconforto provocado pelas mesmas, mas, sobretudo, aprender a viver com elas.

O tratamento das dores musculares crónicas exige a administração de medicamentos analgésicos, que ajudem a aliviar de forma rápida o problema, mas também outras técnicas terapêuticas que auxiliem o indivíduo a aprender a lidar com o problema. Isto é tanto mais verdade no âmbito da fibromialgia, uma doença habitualmente associada a sintomas de depressão.

Os pacientes de fibromialgia têm, habitualmente, os seus níveis de serotonina consideravelmente reduzidos e, deste modo, ficam mais susceptíveis à mínima dor. Esta hormona que se produz no tubo digestivo e no tecido cerebral actua ao nível do sistema nervoso central. A prática de exercício físico regular ajuda a aumentar os seus níveis, o que auxiliará o paciente com fibromialgia a sentir menos desconforto.

Fazer psicoterapia é outra boa ideia, sobretudo para o doente aprender a lidar com os sentimentos depressivos e para olhar para o seu dia-a-dia com uma perspectiva diferente e mais animada.

De resto, não são só os pacientes de fibromialgia que devem aprender a olhar para o lado bom da vida. Esta ideia deve perpassar pela cabeça de todos, pois só com optimismo se pode sentir maior equilíbrio mental e mais conforto corporal.

Dr. Fabrício Almeida

Artigo revisto em 26-11-2014 por Dr. Fabrício Almeida, Ortopedista na Clínica do Arcos.

 

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2 Comentários

  1. HÁ 5 ANOS SOFRO DESTA DOR EM GERAL. NÃO POSSO TRABALHAR. NÃO TENHO AMIGOS. PASSO A MAIOR PARTE DO TEMPO TRANCADA EM CASA. JA TOMEI VÁRIAS MEDICAÇÕES SEM RESULTADO. TRILAX, CLORIDRATO DE CICLOBENZAPRINA, CODEIN, HIBUPROFENO, DORFLEX, ETC…PRECISO DE AJUDA E AFASTAMENTO PELO INSS.

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